Ela veio e falou comigo. Quase não consegui responder de tão nervoso. Falei somente o básico. Encantado com o seu brilho, fiquei procurando palavras, algo interessante, tudo para não falar besteira diante daquela bela estrela.
Eu fiquei olhando detalhadamente para ela, cada brilho, cada faísca que irradiava, as suas curvas.
Do mesmo jeito que ela veio, ela se foi.
Eu só queria falar milhões de poesias para ela, mas não consegui. Queria plantar todas as espécies de flores para ela, mas não consegui.
Por fim, eu só queria dar um abraço bem apertado e dizer que, entre todas as estrelas, entre todas as espécies de flores e entre todas as poesias existentes no mundo, ela era a mais bela.
Me perdi olhando para o nada, pensando em tudo. Graças a Deus, tive pessoas do meu lado.
Se eu pudesse, escolheria não sonhar mais; esses sonhos vivem me matando de saudades.
O tempo e o vento só me maltratam. O tempo só me dá a certeza do meu amor por você, e o vento vive me trazendo memórias e lembranças suas; às vezes, ele me traz até mesmo o seu perfume.
Por amar tanto, na minha mente, por um sorriso seu, diariamente estou buscando, buscando a felicidade.
Se eu me jogasse de um prédio, eu sei que você se jogaria junto, mas tenho medo: medo da queda, da solidão, da dor.
Me dói saber disso. Eu sei que é verdadeiro. Eu sinto os pingos da sua chuva; cada pingo me machuca, fura a minha pele, rasga a carne e chega na alma.
Eu tento me proteger fingindo que não sinto nada. Demonstro frieza. Sou um louco por não elogiar a sua beleza.
Já te procurei em outras mulheres, e nenhuma delas tem aquele algo a mais que você tem, aquele brilho e o sorriso no olhar que só você tem. Me desculpe por fazer você sofrer, mas você também me fez sofrer muito.
Você domina meus pensamentos em todos os momentos, os bons e os ruins.
O dia está chato, feio e frio. O único conforto é lembrar do seu sorriso aqui comigo.
Estou riscando números, tentando a sorte, querendo melhorar a vida.
Estou precisando ganhar a vida, porque a morte está me ganhando. O vento frio corta minha pele e congela meu sangue.
Não consigo arrancar uma coisa que está encravada na alma e no coração.
Acho que meu destino é sempre estar atrás da felicidade, passando pela escuridão.
Por dentro queima, não consigo controlar. Gostaria de apagar, mas não posso. O fogo já está queimando há anos. Ele esteve brando por um tempo, agora voltou a todo vapor. Sei que posso me queimar, mas tenho que tentar. O medo faz parte. Tenho que andar e não deixar o tempo passar.
Ficar deitado, sem poder fazer nada, é muito pior. Os pensamentos fervem, parece uma panela de pressão. O estômago queima e o coração sofre com uma dor gritante.
Nenhum comentário:
Postar um comentário